Intelecto só não basta. O profissional precisa ter controle emocional para superar as adversidades da vida e se adaptar às mudanças impostas pelo mercado. “Sem a inteligência emocional, o homem usa apenas metade da sua capacidade produtiva”, garante o psicoterapeuta argentino Mário Koziner. Para o médico, que é especialista no assunto, as pessoas devem valorizar mais a sabedoria e as habilidades proporcionadas pela intuição que, segundo ele, é 80 mil vezes mais rápida do que o raciocínio lógico.
Quem acredita que este é um caminho para conseguir um diferencial competitivo no mercado de trabalho terá a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre estes temas no curso de extensão Inteligência emocional & Qualidade Humana, ministrado por Koziner de agosto de 2000 à janeiro de 2001. Com certificado a ser conferido pela Faculdade Integrada da Bahia (FIB), o curso, que já foi apresentado em versão semelhante no Ceará, Piauí, Paraíba, Argentina e Uruguai, terá seis módulos com aulas em apenas um final de semana de cada mês. O investimento é de R$1,8 mil, divididos em seis parcelas de R$300. Esse valor cobre os custos com material didático, certificado, almoço e coffee-break.
Focado no lado humano e não no técnico, o curso, de acordo com Koziner, tem como objetivo o reconhecimento e a valorização da intuição, a potencialização da comunicação interpessoal e sobretudo, a identificação dos valores, qualidades do indivíduo. Para cumprir essa promessa, serão utilizadas atividades teórico-práticas que passam pelas artes plásticas, danças circulares, biodança, visualização criativa, programação neurolingüística, entre outras. No conteúdo programático, estão incluídas aulas sobre autoconhecimento, administração das emoções, automotivação, empatia, sociabilidade e liderança.
Para o psicoterapeuta, estas questões são atuais e tornam-se emergenciais para as empresas que participam de um mercado cada vez mais competitivo. ”As organizações devem cuidar do desenvolvimento das relações pessoais porque a harmonia destas relações e a satisfação dos funcionários tornou-se um diferencial competitivo num ambiente em que há homogeneidade tecnológica”, observa ele.
“A escola oferece apenas a educação intelectual, mas o trabalhador não age só com o raciocínio. Ele funciona na totalidade e precisa aprender a dominar suas emoções para que elas contem a favor e não contra o profissional”, acrescenta. Também vão ministrar aulas no curso os professores Nelson Cerqueira, Cipriano Luckesi e Ricardo Chemas.
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